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    Gestão Financeira

    Como repartir o cachê da banda sem briga (3 modelos que funcionam)

    04 de agosto de 20267 min de leitura
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    Como repartir o cachê da banda sem briga (3 modelos que funcionam)

    Repartir cachê é o assunto que mais gera atrito dentro de uma banda. Não porque os músicos sejam gananciosos, mas porque quase nunca existe uma regra escrita antes do show. Quando o dinheiro chega, cada um tem uma expectativa diferente.

    Este guia mostra os três modelos de divisão mais usados por bandas profissionais no Brasil e como aplicar cada um sem gerar ressentimento.

    Antes de dividir: separe o que é cachê e o que é custo

    O erro número um é dividir o valor cheio que o contratante pagou. Esse valor ainda não é lucro. Primeiro tire:

    • Combustível, pedágio, van ou frete de equipamento
    • Aluguel de som, luz ou backline
    • Alimentação e hospedagem da equipe
    • Comissão de produtor ou agenciador
    • Impostos e taxas (ISS, RPA, MEI)

    O que sobra é o cachê líquido. É esse número que se divide.

    Modelo 1: divisão igual

    Todos recebem exatamente a mesma parte. Funciona bem em bandas de formação fixa, em que todos ensaiam, carregam equipamento e assumem os mesmos riscos.

    • Vantagem: simples, transparente, sem discussão.
    • Risco: quem faz o trabalho administrativo (fechar show, dirigir, cobrar) sente que trabalha mais pelo mesmo valor.
    • Correção comum: pagar uma "taxa de produção" a quem fecha os shows, antes da divisão igual.

    Modelo 2: divisão por função

    Cada função tem um valor definido. Exemplo de um show de R$ 3.000 com R$ 800 de custos (R$ 2.200 líquidos):

    | Função | Valor |

    | --- | --- |

    | Vocal / líder | R$ 600 |

    | Guitarra | R$ 450 |

    | Baixo | R$ 450 |

    | Bateria | R$ 450 |

    | Técnico de som | R$ 250 |

    É o modelo mais usado quando existem músicos contratados (freelancers) ao lado dos membros fixos. O freelancer recebe um valor combinado, fechado, independentemente do resultado do show.

    Modelo 3: divisão por participação (sociedade)

    A banda funciona como sociedade: cada membro tem um percentual fixo, definido por tempo de casa, investimento em equipamento ou trabalho de gestão.

    Exemplo: 30% / 25% / 25% / 20%. Serve para bandas que têm marca própria, reinvestem em produção e dividem também os prejuízos.

    O que precisa estar combinado por escrito

    Seja qual for o modelo, registre:

    1. Quem paga os custos e como eles são comprovados

    2. O que acontece se o contratante atrasar o pagamento

    3. Quanto recebe o músico substituto

    4. Se existe caixa da banda e qual percentual vai para ele

    Como o SouArtista resolve isso

    No SouArtista você cadastra o show com o valor do cachê, lança as despesas e adiciona os músicos da equipe com o valor de cada um. O app calcula o líquido, mostra a parte de cada músico e registra quem já foi pago e quem está pendente.

    Ou seja: a conversa sobre dinheiro deixa de ser memória e passa a ser um número que todo mundo vê igual.

    Perguntas frequentes

    Quem fecha os shows deve ganhar mais? Na prática, sim — mas combine isso como uma taxa de produção antes da divisão, e não como um "extra" tirado depois.

    Músico de apoio entra na divisão do lucro? Em geral não: freelancer recebe valor fixo combinado, que entra como custo do show.

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